sábado, 31 de março de 2012

A Depressão


por Irineu Deliberalli

Há uma dor emocional de grande significado na experiência humana, que quando é ativada, provoca em seu portador, uma péssima qualidade de vida e normalmente muito sofrimento e ela é chamada DEPRESSÃO.
Quando a Depressão se manifesta, ela paralisa o viver da uma pessoa, levando-a a estados de profunda dor, tristeza, desalento e com quase nenhuma capacidade de reação a este estado de morbidez que o indivíduo se arremete.
 A Depressão, de um modo geral, resulta numa inibição global da pessoa, afeta a parte psíquica, as funções mais nobres da mente humana, como a memória, o raciocínio, a criatividade, a vontade, o amor e o sexo, e também a parte física. Enfim, tudo parece ser difícil, problemático e cansativo para o deprimido.
A pessoa deprimida não tem ânimo para os prazeres e para quase nada na vida, de pouco adiantam os conselhos para que passeiem, para que encontrem pessoas diferentes, para que freqüentem grupos religiosos ou pratiquem qualquer atividade diferenciada que normalmente pode nos dar algum tipo de prazer. Não há este encontro na pessoa depressiva.
Os sentimentos depressivos vêm do interior da pessoa e não de fora dela e é por isso que as coisas do mundo, as quais normalmente são agradáveis para quem não está deprimido, parecem aborrecedoras e sem sentido para o deprimido.
A Depressão é medicamente mais entendida como um mau funcionamento cerebral do que uma má vontade psíquica ou uma cegueira mental para as coisas boas que a vida pode oferecer. A pessoa deprimida sabe e tem consciência das coisas boas de sua vida, sabe que tudo poderia ser bem pior, pode até saber que os motivos para seu estado sentimental não são tão importantes assim, entretanto, apesar de saber isso tudo e de não desejar estar dessa forma, continua muito deprimido. E em quase sua totalidade sem poder de reação.
Há dois tipos considerados de depressão a Exógena, motivada por fatores externos ou ambientais, como perdas de emprego, de relação afetiva, de status social, de amizades, etc, demonstrando uma enorme fragilidade em a pessoa lidar com equilíbrio diante das circunstâncias que a vida nos apresenta e às quais não temos controle sobre seus resultados.
A outra depressão apontada é a Endógena, que vem de dentro quando há vários fatores constitucionais internos, de origem biológica ou hereditária, e a pessoa sente uma tristeza quase incontrolável ao lidar com sua realidade de vida pessoal, afetiva, familiar, social. Nada a preenche, sempre faltando alguma coisa.
Há muitos estudos, nem todos conclusivos, e de maneira geral já sabemos que no nosso cérebro há mensageiros químicos chamados neurotransmissores, os quais transmitem estímulos neuronais de um neurônio para outro, e dependendo da região cerebral podem atuar nas emoções. Os dois mensageiros principais são a serotonina e a norepinefrina, e vários outros hormônios.
As pessoas com Depressão  podem ter alterações na quantidade de alguns desses "neurotransmissores” e quando isto ocorre o estado de morbidez, de abandono da vida, de uma tristeza injustificável, a falta de vontade de viver,de se cuidar, de interagir social e afetivamente, toma conta da pessoa, e por mais que uma pessoa amiga ou parente de alguma maneira tente animar a pessoa depressiva, normalmente os resultados são quase que nulos.
Os dados das pesquisas são diferentes, dependendo a população com que ela é feita, mas nas pesquisas mais recentes, estima-se que entre 5% e até 10% dos homens terão depressão nos próximos 12 meses e nas mulheres este índice é bem maior entre 15% e 20% no mesmo período. Nas pessoas idosas, estima-se que até 25% dos acima de 60 anos venham a ter Depressão.
A medicina e a Psiquiatria através de algumas pessoas bem interessadas em encontrarem um caminho de cura para a depressão, tem feito avanços enormes neste campo. Remédios antidepressivos foram descobertos e conseguem trazer alívio e recuperação da qualidade de vida, pois ele vai atuar na região cerebral equilibrando a produção da Seratonina e a Norepinefrina, adequando também a taxa sanguínea de Lítium, possibilitando assim a recuperação e reintegração do indivíduo a sua rede social de vida.
Sabe-se de antemão, que uma pessoa depressiva, raramente terá uma melhora de seu estado se não tiver ajuda medicamentosa e há um trilogia clássica no tratamento da depressão: Medicamento, normalmente antidepressivo e ansiolítico, exercícios físicos, o de melhor resultado é o caminhar e a psicoterapia.
Infelizmente, por um valor cultural e até mesmo financeiro a Psicoterapia na maioria das vezes é deixada de lado, e é ela, somente ela, que vai dar a estrutura para que o paciente vá deixando a dependência medicamentosa que todo depressivo desenvolve, pois ela pode vir trazer o conhecimento das causas emocionais que levam à depressão.
Há um grande engano por uma parte dos médicos e psiquiatras em quererem encontrar apenas uma causa orgânica, ou mesmo ambiental, ou até hereditária numa pessoa depressiva, esquecendo que todo ser humano é um ser emocional, portanto tem emoções e está no conflito de lidar com o desencontro destas emoções que a depressão se manifesta e toma conta da vida da pessoa.
Hoje quando visitamos um cardiologista, a grande maioria deles, sabe e avisa que um paciente que tem muita pressão no seu dia a dia, faz tudo correndo, estressado sempre, é um grande candidato e ter sua vida diminuída através de um enfarto ou outra doença coronariana. A cardiologia já entende que há um fator emocional por traz de uma doença cardíaca e e4la atua preventivamente orientando os pacientes a terem uma mudança consciente dos seus hábitos para que tenha uma vida mais prolongada.
As pessoas que tem desenvolvido qualquer tipo de câncer são também orientadas pelos oncologistas e assistentes de que há  uma maneira adequada de impedir o retorno da doença, através da mudança do padrão mental, esquecendo principalmente as mágoas e tristezas, perdoando toda e qualquer pessoa que tenha ficado um ressentimento, pois uma grande parte dos oncologistas, além de identificarem valores genéticos, alimentação inadequada e outros, sabem que os fatores emocionais, se não forem alterados, tudo aquilo que os medicamentos conseguem fazer por um tempo, podem voltar de maneira definitiva, se não houver a mudança emocional da maneira de enfrentar a vida.
A medicina caminha em algumas áreas a passos largos em reconhecer que os conteúdos emocionais, são imperativos nos processos de nossas curas de muitas doenças, mas no caso da depressão, que é uma doença em nosso ponto de vista, psico-espiritual, pois ela afeta a psique do indivíduo e podemos afirmar com toda convicção que ela é uma doença de alma e não de cérebro, pois o corpo humano apenas reproduz aquilo que nossa alma traz dos registros anteriores de nossas existências também chamada de memória extra-cerebral.
Numa visão mais abrangente da Psicologia Transpessoal, a depressão são arquivos de momentos anteriores a este atual, ou seja, são arquivos de vidas passadas, vivenciados em suas respectivas épocas e que quando os experenciamos , terminamos a existência com as mesmas queixas que temos agora, e como naqueles momentos, estes arquivos não foram curados, eles voltam até nós no presente, mesmo estando em novos corpos, com outros nomes e até pais, e países diferentes dos anteriores, mas as emoções não equilibradas são as mesmas.
Na dinâmica de uma pessoa depressiva, encontramos neste arquivo tristezas, mágoas não resolvidas, a pessoa azarada, a pessoa que a vida não entende, a pessoa que não se ajusta a nada, que tem uma personalidade forte, normalmente autoritária bastante egoica, algumas moralistas e outras maneira parecidas de ser, mas há uma dinâmica comum entre todas as pessoas depressivas; Um criança Interior cheia de queixas e que entra facilmente no papel de vítima e quando entra neste papel crer que ninguém a entende, e isso é uma grande verdade.]
Ninguém entende a sua queixa da vida, ninguém entende o seu papel de vítima que ela se coloca diante do quadro depressivo, pois pelas leis que regem o universo, não há vítima, pois se houver vítima o universo e seu Criador seria injusto, mas há uma lei de sincronismo como disse Jung, há uma lei de atração como dizem os modernos mentalistas, e tudo o que me ocorre há um lado de minha psiquê que atrai para mim. Há um desejo inconsciente em tudo o que me acontece.
O depressivo tem um enorme arquivo ainda não conhecido e não cuidado e que ele foge de todas as maneiras para não conhecê-lo, pois apesar do sofrimento que a depressão acarreta, há sempre um ganho emocional em toda pessoa depressiva. A criança interior, não quer abrir mão do poder que ela tem sobre a pessoa, no seu papel de sofredora e de vítima e vai usar todas as armas de boicotes possíveis para impedir até o tratamento correto, fazendo ela parar de tomar os remédios, ou de fazer os exercícios físicos, a principalmente o boicote à Psicoterapia.
A dinâmica desta criança Interior é cheia de fantasias e a maior delas é a onipotência, onde o orgulho toda total conta de suas ações. Por isso entendo que o pano de fundo para uma pessoa depressiva é o orgulho. O sintoma que a pessoa apresenta é a depressão e com todo o mecanismo que ela se manifesta, mas o que a movimenta é o orgulho. Dentro do padrão da criança interior do orgulhoso, há uma palavra quase que comum em todo orgulhoso que é...”como a vida não está fazendo do meu jeito?”
Porque a vida não está fazendo do seu jeito, e sua criança interior não aceita do jeito que a vida apresenta, ela então entra no papel da vítima, a vítima que está revoltada com a vida, pois a vida não acontece da maneira que ela acha, e ela então abandona o viver, passa a não se cuidar, relaxa-se com seu visual, com sua alimentação, com seu banho com seu tratamento, com suas responsabilidades sociais, com sua família, com sua parceria afetiva, com sua sexualidade, com sua produtividade, ela nega a vida, porque a vida não age da maneira que ela, criança interior, entende como correta.
Como tratar isso? Primeiramente ajudar a pessoa a reconhecer este arquivo desta criança interior, perceber quais são as idéias e intenções que esta criança tem. Reconhecer a profunda onipotência que está por traz de uma pessoa depressiva, ajudar a pessoa a aceitar e acolher este arquivo, pois ela é uma energia nossa, de nossa mente e tudo aquilo que geramos é criação nossa responsabilidade, certamente nesta fase a pessoal vai começar a sair do papel de vítima e consequentemente do orgulho, assumindo perante a vida um novo papel de humildade, e aceitação, pois todo aquele que não aceita a vida, cria para si e em seu redor graves conflitos.
Há ainda um fator também de muita importância, que precisa ser citado, mas considero como secundário, que é o fator espiritual. Toda pessoa depressiva também está envolvida espiritualmente por alguma energia desequilibrada da mente de um encarnado ou desencarnado, mas este fator que é muito importante, mas reafirmo como secundário, só ocorre porque há um arquivo de desarmonia, há um enorme orgulho a ser curado, hás a falta de humildade, certamente uma grande dose de julgamento tem todo o depressivo, e por estas brechas que entram as energias espirituais.
Afirmo isto, pois li informações de alguns espiritualistas, que a depressão é motivada por uma chamada obsessão. Eu concordo em dizer que numa pessoa depressiva existe também uma obsessão, mas a maior obsessão que existe é da própria pessoa consigo mesma, e ela não querer mudar seu padrão de queixa de vida é exigir fantasiosamente que o universo funcione de sua maneira, e não aceitar a vida como ela é. Toda esta áurea gerada por uma pessoa depressiva, atrai então energias espirituais que estão por aí perambulando na 4ª.dimensão.
Quando o sentimento de aceitação das leis do universo começa a tomar conta da pessoa, quando a humildade passa a fazer parte de sua conduta, os arquivos da criança interior que causam a depressão começam a serem curados e os problemas espirituais, também começam da mesma maneira a desaparecerem da vida da pessoa.
Toda cura é um ato de amor e todo depressivo um dia fugiu do amor do universo e tentou criar um amor do seu ego e pelo seu ego, para que a vida funciona de sua maneira, mas quando ele volta ao amor do universo, que é o único que cura, ele também está curado. A cura exige transformação e a grande cura que o depressivo pode ter, é sair do grande orgulho e aceitar com humildade a vida como ela é. Pois a vida como ela é, é a vida que temos que viver, pois nós só temos que viver, não temos necessidade de criar uma nova espécie de vida e sim aprendermos com esta que temos, encontrar nela, todos os grande fatores que nos levam à felicidade.
Irineu Deliberalli – Psicólogo

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Você sabe escutar as pessoas?









Você sabe escutar as pessoas?



A pergunta que faço no título deste post parece simples, e até muitos podem saber a resposta, mas tenho certeza que, se sabem, acabam não praticando como deveriam.
Para dar continuidade ao texto, preciso fazer outra pergunta: Você sabe a diferença entre ouvir e escutar? Hum… vamos lá.

Basicamente, ouvir é a função que nossos ouvidos desempenham – traduzir os estímulos sonoros que chegam neles e enviá-los ao cérebro, através de impulsos elétricos. Já escutar é um pouco (na verdade é muito) diferente: escutar é compreender o que é falado, é prestar atenção quando alguém fala (e mostrar que está prestando atenção também faz parte).

Vamos tentar exemplificar: quando alguém fala com você, mas por um acaso você está com o pensamento “longe”, olhando para o horizonte, você está apenas ouvindo – pois seus ouvidos estão captando o som, e você percebe que há algo fazendo um “barulho”. Agora, quando você realmente presta atenção na pessoa, entendendo a informação transmitida, você está escutando. Simples assim…

Outro exemplo é quando você está dentro do carro, conversando com alguém, mas com o som do carro ligado – ao conversar com a pessoa, você está escutando; agora, a música que toca no som do carro, você está apenas ouvindo. Muitos e muitos exemplos podem ser dados, mas acho que com esses dois já consegui transmitir a mensagem.

Não sei se era assim em décadas passadas, mas atualmente é muito difícil encontrar alguém que saiba escutar pessoas plenamente, isso pode ser visto em um simples bate-papo. Faça a experiência: junte-se com dois ou mais amigos, e comece a conversar sobre um assunto polêmico. Não vai demorar muito e alguém vai interromper outra pessoa.Mas, você acabou de falar que, quando alguém presta atenção em você, essa pessoa está te escutando? E agora?
Hum… deixe-me ver…

Como disse antes, a pessoa está te escutando quando está prestando atenção em você. Mas como ela pode estar prestando atenção, se na verdade ela está tentando elaborar uma resposta (está no gerúndio pois a pessoa pode não conseguir elaborar a resposta) para tal discussão? Se a pessoa está plenamente te escutando, ela vai esperar você terminar de falar para então dar a opinião dela. Ela pode até te ouvir e repetir o que você disse, mas como a opinião dela difere da sua, ela fica na verdade imaginando o que vai falar. E isso não é escutar…

Faça outro teste: em uma reunião, perceba se alguém consegue falar sem ser interrompido. Dificilmente alguém consegue começar e terminar de expor suas idéias. Realmente assim é muito difícil, pois você não consegue voltar a ter a palavra senão interromper outras pessoas (vide figura). Qual é o recurso que utilizo: faço igual ao que aprendi no primeiro grau, levanto a mão solicitando a vez para falar, e quando alguém me interrompe novamente, volto a ficar calado e levanto a mão. Acho mais correto assim do que ficar numa corrida de quem fala mais alto, ou quem tem mais razão.

Mas por que as pessoas fazem isso? A resposta eu não sei, ainda eu a estou buscando. Mas imagino que deva ser por uma parcela de ansiedade que todos temos, principalmente quando precisamos defender nosso ponto de vista.

Quer fazer um bom exercício: em uma conversa (seja em uma conversa informal, seja em uma reunião de negócios), procure prestar bastante atenção, e tente se policiar de modo a não interromper ninguém. Em um diálogo sempre todas as partes conseguem falar, por que não no momento certo?

E agora, volto a perguntar: Você sabe escutar as pessoas?
Imagino que agora saiba responder sem nenhuma dúvida.

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Copiado do blogsimplesassim.com

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O corpo fala







                                       Quando a boca cala, o corpo fala ...


"Quando a boca cala, o corpo fala ...
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza
O coração enfarta quando chega a ingratidão.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade."






Daniel Adjuto
Cruzar os braços, dobrar perna, mão na boca... Muito além de palavras, a comunicação inclui também os gestos, as poses e a entonação da voz. Esses elementos são responsáveis por garantir descontração, seriedade, autoridade e outras características às conversas. O corpo é responsável por emitir aquilo que há no inconsciente da pessoa e, muitas das vezes, acaba revelando curiosidades a respeito do que a pessoa é, de como ela se sente ou se está mentindo ou não.
A linguagem corporal é a expressão do corpo quanto a pensamentos, falas e atitudes. O movimento dos braços, das pernas e das mãos, por exemplo, são resultados do estímulo do inconsciente ao gestual. Dessa forma, o cérebro determina certos movimentos, os quais ocorrem de modo involuntário. Você já reparou que quando você está nervoso(a), você fica inquieto(a)? Esse é uma reação do seu corpo ao que você sente.
Segundo estudos sobre a comunicação, a expressão corporal é responsável por 55% da conversa. A entonação da voz representa 38% e os outros 7% advém da fala. Por isso, preste atenção em si mesmo e nos outros na hora da conversa. Veja como realmente o corpo fala.


Você é o seu corpo
O formato do seu corpo dá sinais de como é a sua personalidade, você sabia? "A linguagem corporal é uma técnica que analisa de que forma nossa mente projeta na silhueta características de como encaramos o mundo a nossa volta", explica a especialista Cristina Cairo, do Instituto Linguagem do Corpo, em São Paulo.
O tamanho dos seios, o formato do bumbum, os dentes e até mesmo a panturrilha indicam o modo do comportamento dessa pessoa diante de situações cotidianas. E mais, os problemas estéticos, como celulites, estrias e acne refletem como a pessoa lida com o mundo e com o seu corpo. Veja mais exemplos da linguagem do corpo.



BUMBUM ACHATADO

Possuem uma personalidade forte, mas na realidade são inseguras emocionalmente e vivem sob o comando alheio, se anulando constantemente. São carentes, têm medo da solidão e temem tomar suas próprias decisões. Costumam abrir mão de suas vontades para agradar aos outros na tentativa de mantê-los por perto.

BUMBUM GRANDE

Em geral, são pessoas autoritárias e defendem os seus prazeres em primeiro lugar. Impõem suas vontades e não ligam para o que os outros vão dizer. Individualistas e um tanto quanto narcisistas, acreditam que o mundo tem que girar ao seu redor.

SEIOS GRANDES

Mãezona, essa é a principal característica das donas de seios avantajados. Esse tipo de mulher gosta de proteger e acolher os que a cercam, atende às necessidades dos que a solicitam, mas se magoam facilmente.

SEIOS PEQUENOS

Independência e liberdade são as palavras-chave desse time composto por aquelas que não aceitam ficar presas a absolutamente nada. Sempre se colocam em primeiro lugar e são tidas como autoritárias e egoístas.

PANTURRILHA

A batata da perna grossa revela uma pessoa batalhadora e esforçada, que faz tudo o que for preciso para atingir seus ideais. Já quem tem a região mais fina costuma hesitar na busca de seus sonhos por medo de errar. Precisa sempre de um estímulo para seguir em frente.



Copiado
daqui





Olhar para cima

Para cima lado E = RECORDANDO
Para cima lado D=CONSTRUINDO

olhar para baixo


Lado direito : deprimido
Lado esquerdo = diálogo interno




















Temas no arquivo.

Se você se considera Normal, você é Anormal, pois Anormal é ser Normal !!

CRÔNICA DA LOUCURA

(Luis Fernando Veríssimo)

O melhor da Terapia é ficar observando os meus colegas loucos. Existem dois tipos de loucos. O louco propriamente dito e o que cuida do louco:o analista, o terapeuta, o psicólogo e o psiquiatra. Sim, somente um louco pode se dispor a ouvir a loucura de seis ou sete outros loucos todos os dias, meses, anos. Se não era louco, ficou. Durante quarenta anos, passei longe deles. Pronto, acabei diante de um louco, contando as minhas loucuras acumuladas. Confesso, como louco confesso, que estou adorando estar louco semanal. O melhor da terapia é chegar antes, alguns minutos e ficar observando os meus colegas loucos na sala de espera. Onde faço a minha terapia é uma casa grande com oito loucos analistas. Portanto, a sala de espera sempre tem três ou quatro ali, ansiosos, pensando na loucura que vão dizer dali a pouco. Ninguém olha para ninguém. O silencio é uma loucura. E eu, como escritor, adoro observar pessoas, imaginar os nomes, a profissão, quantos filhos têm,se são rotarianos ou leoninos, vascainos ou flamenguistas... Acho que todo escritor gosta desse brinquedo, no mínimo, criativo. E a sala de espera de um 'consultório médico', como diz a atendente absolutamente normal (apenas uma pessoa normal lê tanto Paulo Coelho como ela), é um prato cheio para um louco escritor como eu. Senão, vejamos: Na última quarta-feira, estávamos 1. Eu, 2. Um crioulinho muito bem vestido, 3. Um senhor de uns cinqüenta anos e 4. Uma velha gorda. Comecei, é claro, imediatamente a imaginar qual seria o problema de cada um deles. Não foi difícil, porque eu já partia do principio que todos eram loucos, como eu. Senão, não estariam ali, tão cabisbaixos e ensimesmados. 2) O pretinho, por exemplo. Claro que a cor, num país racista como o nosso,deve ter contribuído muito para leva-lo até aquela poltrona de vime. Deve gostar de uma branca, e os pais dela não aprovam o namoro e não conseguiu entrar como sócio do 'Harmonia do Samba'? Notei que o tênis estava um pouco velho. Problema de ascensão social, com certeza. O olhar dele era triste,cansado. Comecei a ficar com pena dele. Depois notei que ele trazia uma mala. Podia ser o corpo da namorada esquartejada lá dentro. Talvez apenas a cabeça. Devia ser um assassino, ou suicida, no mínimo. Podia ter também uma arma lá dentro. Podia ser perigoso. Afastei-me um pouco dele no sofá. Ele dava olhadas furtivas para dentro da mala assassina. 3)E o senhor de terno preto, gravata, meias e sapatos também pretos? Como ele estava sofrendo, coitado. Ele disfarçava, mas notei que tinha um pequeno tique no olho esquerdo.. Corno, na certa. E manso. Corno manso sempre tem tiques. Já notaram? Observo as mãos. Roía as unhas. Insegurança total, medo de viver. Filho drogado? Bem provável Como era infeliz esse meu personagem.Uma hora tirou o lenço e eu já estava esperando as lágrimas quando ele assoou o nariz violentamente, interrompendo o Paulo Coelho da outra. Faltava um botão na camisa. Claro, abandonado pela esposa. Devia morar num flat, pagar caro, devia ter dívidas astronômicas. Homossexual? Acho que não. Ninguém beijaria um homem com um bigode daqueles. Tingido. 4) Mas a melhor, a mais doida, era a louca gorda e baixinha. Que bunda imensa. Como sofria, meu Deus. Bastava olhar no rosto dela. Não devia fazer amor há mais de trinta anos. Será que se masturbaria? Será que era esse o problema dela? Uma velha masturbadora? Não! Tirou um terço da bolsa e começou a rezar. Meu Deus, o caso é mais grave do que eu pensava. Estava no quinto cigarro em dez minutos. Tensa. Coitada. O que deve ser dos filhos dela? Acho que os filhos não comem a macarronada dela há dezenas e dezenas de domingos. Tinha cara também de quem mentia para o analista. Minha mãe rezaria uma Salve-Rainha por ela, se a conhecesse. Acabou o meu tempo.. Tenho que ir conversar com o meu psicanalista. Conto para ele a minha 'viagem' na sala de espera. Ele ri. Ri muito, o meu psicanalista, e diz: - O Ditinho é o nosso office-boy. - O de terno preto é representante de um laboratório multinacional de remédios lá no Ipiranga e passa aqui uma vez por mês com as novidades. - E a gordinha é a Dona Dirce, a minha mãe. E você, não vai ter alta tão cedo...

Terapia não é luxo .
Por Soninha Francine
Foram duas conversas parecidas na mesma semana. A primeira, com uma moça no prédio onde moro. Sente dor nas costas há meses, em parte por estar muito acima do peso. Admitiu que come demais por ansiedade. Os médicos receitaram analgésicos e antiinflamatórios, fisioterapia, acupuntura. E terapia. “Ah, na terapia eu não vou! Fazer o que lá?” “Cuidar de você, oras. Com dor de dente, você vai ao dentista. Com sinusite, ao otorrino. A terapia ajuda a cuidar da angústia, ansiedade, insegurança.” Ela decidiu ir à consulta.No outro dia, no gabinete, o estagiário perguntou para uma assessora: “Por que você faz terapia?” Brincando, ela respondeu: “Porque eu sou louca”. Dali a dez minutos, ele perguntou, sério: “Você é louca mesmo?” A moça riu, ele ficou confuso. Contribuí com a discussão: “Ah, eu faço terapia. Eu também sou louca”. Rimos os três.As pessoas entendem “loucura” como algo divertido. Dizem que fulano “é louco” porque é esquentado, coleciona tampas de garrafa, não perde jogo de futebol nem no dia do seu casamento ou porque é muito engraçado. E o que entendem por terapia? Um tratamento para “loucos”. Já que “loucura” pode ser algo trivial, terapia vira sinônimo de luxo ou frescura. Ou é algo que se aplica aos loucos “de verdade” – nesse caso, terapia é para os casos graves, “não para minhas tristezas e aflições”.Eu passei por vários momentos de desespero na vida, mas, só no ano passado, senti que precisava de uma mão para desatar meus nós. Fiquei abismada de ver como alguém pode revelar tanto a meu respeito a partir de informações que eu mesma forneci – isto é, coisas que, em tese, eu já sabia!Não deveria ser tão espantoso. Muita coisa a nosso respeito só nos é revelada quando vemos nossa própria imagem no espelho. E a terapia ajuda a enxergar o que era impossível descortinar sozinha: os motivos mais profundos para a irritação e a tristeza, os padrões estabelecidos, as nossas reações “viciadas”.Nunca tive problemas para falar de minhas fraquezas. Sempre achei importante, por exemplo, falar de depressão. Quando tive a primeira, saber de pessoas que tinham superado uma me ajudou muito.Mesmo assim, fiquei encabulada em assumir que estava fazendo terapia. Minha agenda é acessada por várias pessoas e não tive coragem de escrever o que faria toda quinta de manhã. Anotei apenas “consulta médica”. Que boboca...Agora perdi a vergonha. Terapia não é “luxo” nem eu sou louca “de verdade”. Tenho minhas loucuras como quase todo mundo. Mas não preciso sucumbir aos desgostos da vida mais do que eles merecem. É certo ficar triste com algumas coisas. Não é certo não ser feliz nunca. Para dor de dente, dentista. Para dor da mente, terapia.
Postado por Coluna Diversidade - Nova Gazeta

Satirizando (rsrs)

TERAPIA FAMILIAR .
















Olhar para dentro de si
Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro ,
desperta !
Carl Young


"Não podemos impedir que os pássaros sobrevoem nossa cabeça, mas podemos impedir que façam ninho".










“Olhar para dentro ,é transpor a barreira que nos separa da verdadeira verdade, é despertar realmente sob pena de nunca mais conseguir viver na ilusão"

Psicoterapia

Tela (O processo da dor) pintada por mim.
Presenteada ao meu querido sobrinho Walberto
(Beto-psicólogo)






Indo para dentro:: Elisabeth Cavalcante ::

Um dos maiores desafios no caminho do autoconhecimento é aprender a olhar para dentro. Geralmente, costumamos procurar a raiz de nossos problemas e dificuldades no mundo exterior. O outro, as circunstâncias de nossa vida, o destino, são sempre, a nosso ver, os causadores de nossas derrotas, medos e angústias.

Ao iniciarmos a busca pela origem de nossos problemas, é fundamental que aprendamos a exercitar a auto-observação, um foco permanente na forma como reagimos ao mundo e às pessoas. Quanto mais dependente do exterior for nosso equilíbrio, mais difícil será nos libertarmos de nossas aflições.

O teste é simples: basta, a cada momento, observar como reagimos às opiniões e atitudes dos outros para conosco, ou aos acontecimentos que contrariam nossa vontade. Se ruminarmos por horas, ou até mesmo dias, aquilo que nos desagradou, ofendeu, magoou, estaremos alimentando cada vez mais o ego, a parte de nosso ser que precisa de aprovação, atenção e incentivos permanentes para poder ser feliz.

Observar os sentimentos e as emoções é apenas o primeiro passo. Quanto mais fundo formos nesse mergulho e encararmos nossas dificuldades com coragem, entendendo que elas são fruto de toda uma vida de condicionamento imposto a nós pelo mundo exterior, mais rapidamente entraremos em contato com nosso Self.

Ele constitui a dimensão mais elevada do ser humano, a conexão direta com o divino poder criador, que sempre esteve presente e sempre estará em nós, independente da forma física que assumirmos, pois sua natureza é eterna. Reencontrá-lo é uma bênção, uma dádiva que está ao alcance de todos, desde que estejam dispostos a vencer o medo da viagem.

Um famoso ditado Sufi diz: aquele que conhece os outros, é erudito; aquele que conhece a si é sábio. Ser erudito é fácil, para ser sábio tem que ter vísceras, coragem. Por que? Por que no mundo é preciso ser corajoso para conhecer a si? Existem razões.

A primeira razão é: existe um medo de que se você mergulhar em si mesmo, poderá não encontrar alguém lá... E de certa maneira este medo está certo. Você não vai mesmo encontrar alguém lá. Esta apreensão está certa.

... Alguma coisa vai ser encontrada lá, mas é algo que não se define, é algo que não se expressa em palavras. E este algo não é sua posse; este algo é tanto seu quanto é de todo mundo. Você encontrará algo, mas será o centro universal. Você não encontrará qualquer indivíduo lá, nenhum ego será encontrado. Por isto, o medo. Você irá desaparecer.

No autoconhecimento você irá desaparecer completamente. Por isto as pessoas conversam a respeito dele, perguntam a respeito dele, lêem livros a respeito, mas nunca entram. Um medo inconsciente impede seu caminho.

... Quem sabe no que você vai tropeçar quando mergulhar em si? Pesadelos, monstros... Quem sabe o que está lá dentro? Por que abrir a caixa de Pandora? Mantenha-a firmemente fechada e sente-se em cima. Isto é o que todo mundo está fazendo. E, sob certo sentido, o medo está certo - mas somente sob certo sentido.

No começo você encontrará baratas, rinocerontes, répteis e todo tipo de coisas horríveis - porque estas são as coisas que você esteve reprimindo em si mesmo, estas são as coisas que você não permitiu. Você reprimiu a raiva, o ciúme, a possessividade, o ódio. Você reprimiu a violência e o assassinato. Todas estas coisas estão ali. Esta é a barata que está dentro de você. A violência tornou-se uma perna, a possessividade tornou-se outra e o ciúme uma outra mais...

Quando mergulhar dentro de si, você terá que encarar tudo isto. Naturalmente, esta não é a história toda. Se você puder encarar a barata, se você puder ir cada vez mais fundo, sem qualquer medo, e observar tudo o que estiver acontecendo, e lembrando-se que ‘eu sou apenas um observador, uma testemunha a tudo isto. Eu não posso ser a barata porque eu posso ver’... o que você consegue ver não é você.

Guarde isto como uma chave, uma lembrança constante: tudo o que você vê, não é você. Você vê a raiva? Então você não é ela. Você vê a fome? Então você não é ela. Você vê a sexualidade? Então você não é ela. Você é aquele que testemunha tudo isto. Lembre-se da testemunha e, pouco a pouco, todas as baratas desaparecerão, assim como todos os rinocerontes e tudo o mais que é feio.

O testemunhar é um fenômeno tamanho que dissolve tudo que é feio. Pouco a pouco, somente a testemunha permanece. Mas esta testemunha não será você; ela é Deus. Esta testemunha não pode ser confinada em um Eu - ela é puro ser.

Há poucos dias eu lhes disse que existem duas inscrições gravadas no templo de Apolo em Delfos: ‘Conheça-te a ti mesmo’ e ‘Nada em excesso’. Há uma relação entre estas citações. O homem era aconselhado a conhecer a si mesmo, e no seu conhecer ele deveria evitar extremos. Quais são os extremos?

Dois são os extremos: o inferno e o céu, as baratas feias e as lindas borboletas. Você tem que permanecer uma testemunha de ambas. Você não é nem a barata nem a borboleta com cores psicodélicas. Nem isto nem aquilo - neti neti. Você é apenas o observador, o espelho que reflete a barata e que reflete a borboleta.

De acordo com os sacerdotes de Delfos, um extremo era a tentativa de ir além de sua finitude, agir como se fosse infinito. Isto acontece. Se você for para dentro, ou começa a sentir que é alguma coisa como uma criatura do inferno, ou começa a sentir que você é um anjo, uma criatura celestial. Mas em ambos os casos você novamente criou um ego. Evite os extremos, porque o ego consegue existir apenas com os extremos. Ele morre no meio. O meio dourado é a sepultura do ego.

... de vez em quando é bom descansar por uns dias num retiro nas montanhas, só para um descanso, mas você tem que voltar para o mundo. Sim, é bom meditar por algumas horas, mas depois você tem que voltar para o mundo. ...Não comece a pensar que você está separado, porque o autoconhecimento não pode ser alcançado na separação. Ele é alcançado na união.

E a união mais íntima possível é com outra pessoa. Como você pode estar em comunhão com as árvores se você não consegue estar em comunhão com pessoas? Como você pode estar em comunhão com as pedras se você não consegue estar em comunhão nem mesmo com seu amado ou sua amada? Isto é absurdo! Toda esta idéia é absurda.

... Eu tenho visto pessoas vivendo anos e anos nas montanhas.....elas podem viver num silêncio, mas o silêncio será das montanhas, não é uma realização delas. A não ser que você consiga viver o silêncio na praça do mercado, ele não será uma realização sua.

Ao retornar do Himalaia você, de repente, ficará chocado, pois continuará sendo a mesma pessoa que era antes de ter ido para lá, talvez você esteja até pior. Você não será capaz de tolerar o barulho, o tumulto do mundo. Que tipo de realização é esta? Em lugar de se tornar mais capaz, mais integrado, você terá se desintegrado, terá se enfraquecido. Você não ganhou força.

... Autoconhecimento é um conceito muito estranho, e você precisa compreendê-lo, porque este é todo o trabalho de um Sufi: como conhecer a si mesmo...
Autoconhecimento é um tipo de conhecer, mas não de conhecimento. É um tipo de consciência, luminosidade, mas não conhecimento.

... Hassan costumava orar todos os dias diante do mosteiro, sentando-se na rua. E ele chorava em prantos, olhava para o céu e dizia: ‘Deus, abra a porta! Eu tenho esperado há tanto tempo. Não foi o suficiente? Terei eu que passar por mais testes? Você ainda não me testou o suficiente? Abra a porta! Eu estou chorando. Eu estou em prantos. Eu estou gritando - abra a porta!’

Esta era a sua constante prece, toda manhã e toda tarde. Onde quer que estivesse, ele ia ao mosteiro, sentava-se na rua e orava. Rabia estava passando um dia. Ela bateu na cabeça do Hassan e disse, “Que tolice você está falando? A porta está aberta! Mas você está tão absorvido em seus gritos ‘Abra a porta! Escute-me, Senhor. Por que você não abre a porta’? Você está tão ocupado com essas tolices, que você não consegue ver que a porta está aberta. Ela sempre esteve aberta”.

Eu concordo com Rabia... Tudo está disponível. Você não precisa lutar. Você nem mesmo precisa se entregar. Porque a entrega é a polaridade oposta à luta. Você tem apenas que estar no meio. Tem que estar no estado de não-fazer, nem lutar e nem se entregar. E de repente você será capaz de ver que a porta está aberta. Você nunca foi a nenhum outro lugar. Você sempre esteve aqui. Onde mais você poderia ir? Estar dentro é a sua natureza. E então tudo é revelado como um relâmpago. De repente a escuridão desaparece e tudo é luz...

OSHO – The Perfect Master


"Dentro da pedra já existe uma obra de arte.
Eu apenas tiro o excesso de mármore“
Michelangelo



“Dentro de você também já existe uma linda obra de arte, a mais bela do universo. Seu grande desafio é retirar o excesso de mármore e completá-la.Nós somos os artistas da nossa criação. ”




Por: Rejane Guimarães

É olhando para nosso interior que encontraremos a nossa verdadeira essência capaz de manifestar tudo o que realmente somos.
É olhando para o nosso interior, examinando e transcendendo nossos padrões herdados de nossos pais, de nossos familiares e da própria cultura e sociedade que poderemos encontrar um sentido em nossas vidas, uma resposta para a pergunta que todos nós temos em nossa mente: Para que estamos vivos?
O autoconhecimento nos leva a uma profunda viagem ao nosso interior, fazendo-nos compreender por que reagimos a uma determinada situação, tornando-nos capazes de fazer uma escolha mais consciente, que conseqüentemente nos levará há uma satisfação e sentido de vida cada vez mais significativo.
Desde a mais tenra infância, fomos criando "couraças" para proteger nossa verdadeira essência. Fomos adquirindo padrões sócio-culturais que quando são rígidos e inflexíveis bloqueiam nosso processo de desenvolvimento. Vamos "levando" a vida, escutando apenas o que os outros, a sociedade e os nossos padrões nos dizem para fazer, muitas vezes, não dando ouvidos à nossa própria voz que vem do nosso coração, do nosso interior.
Muitos nem sequer tem consciência dessa voz interior, outros tentam silenciá-la a qualquer custo. Estão ainda iludidos pelas pressões, determinações e medos impostos pela sociedade e pelo próprio ego: Mas o que vão pensar de mim se eu fizer isto?

Certas pessoas têm medo do que pode vir a acontecer, mas esquecem que a vida está presente no agora. E é no agora que o coração clama para que o sigamos, para que confiemos nele, pois é ali que está a verdadeira evolução e o verdadeiro aprendizado, junto com a verdadeira satisfação.
Assim, o autoconhecimento nos leva ao desenvolvimento de nossa Consciência, transcendendo as "couraças" e seguindo em direção da nossa verdadeira essência de Amor.
É por isso que quero continuar me embrenhando na acontecência dessa existência, me descobrindo e me transformando a cada dia. Já não posso parar, tudo me impulsiona a seguir, transcendendo os meus próprios limites e redescobrindo um monte de coisas a meu respeito, a cada amanhecer.
Que a luz da minha consciência esteja presente sempre a cada novo despertar.





COMO EU FUJO DE MIM


Por :Irineu Deliberalli

Parece que o Dr. Freud tinha razão, ao afirmar, que todo ser humano tem um lado destrutivo dentro de si, devido à intuição nata, de que a morte sempre vencerá, então eu procuro maneiras constantes de me auto-destruir, fator que vem confirmar em parte esta afirmação.

Com o desenvolvimento da Psicologia, aprendeu-se que o nosso lado sombra, (padrões cristalizados na infância, ou lembranças de outras vidas) tem uma influência bastante grande em nossas histórias de sofrimentos, e está a agir, independente da afirmação instintual do Dr. Freud,em nosso dia-a-dia, mantendo-nos presos a situações, que em grande parte das vezes não conseguimos entender ou enfrentar.

Podemos afirmar com toda segurança, que todo ser humano, tem dentro de si, um enorme arsenal destes padrões, onde nossas necessidades ou expectativas não foram atendidas, e isto tem feito, que fiquemos parados ou até paralisados, diante de vários papéis em nossas vidas, onde não enfrentamos e não resolvemos coisas que são de nossas competências enfrentar e resolver.

Percebam quantas coisas adiamos, quantas coisas deixamos para amanhã, ou o pior, quantas coisas acontecem diante de nossos olhos, onde deveríamos ter atuações seguras e assertivas, mas nos calamos, fugimos, fingimos que não vemos, ou até quando o outro nos coloca sua verdade com harmonia, nós projetamos neste outro, o problema colocado, como se aquilo não fosse nosso, e sim deste outro que está nos mostrando algo que não queremos ver em nós.

Desta maneira, vou vivendo minha vida, sempre atropelando, não entendendo porque as coisas me acontecem, achando que DEUS se esqueceu de mim, que meu anjo da guarda está de férias, que meu guia espiritual ficou de costas, ou que sou um subnitrato qualquer de pó de traque, sem nenhum valor, sem nenhum mérito, me sentindo o azarado, o perseguido pelo azar, o coitadinho; entro então num padrão psico-espiritual horrível, passo toda minha vida a ficar com dó de mim, então permaneço na queixa e em muitos momentos na depressão.

Nisto a vida passa, as oportunidades também, vejo as outras pessoas conseguindo resolver suas vidas ou seus problemas, e neste momento, tenho duas opções, ...o reforço de que sou uma droga de pessoa, do tipo ..."tá vendo, só dá para os outros, eu não consigo mesmo...." e me encho de culpas,. Ou a outra possibilidade é ter inveja das pessoas que conseguem aquilo que eu também queria conseguir para mim.

Mas como vou conseguir o que quero ou preciso, se meu padrão mental não me permite??????

Como conseguir melhoria se fujo de me ver......... Pensem.... o universo é sábio, ele não brinca, ele existe com uma finalidade, e estamos nele, para que está finalidade de concretize. Mas como concretizar esta finalidade se fico parado, se fujo de mim,????????????

Lembram da frase..."conheça a verdade e ela te libertará",? É assim que o universo está agindo comigo, com você, conheça a sua verdade e se liberte, sim, se liberte do medo de saber e ter a você mesmo, de se conhecer.

A solução de qualquer coisa que lhe aflige está em você mesmo, dentro de você, o teu problema, qualquer que seja, a solução está em você, na maneira que pensa, na maneira que age, nas expectativas ou cristalizações que formou em sua mente....Só você pode resolver sua vida, não é DEUS que irá fazê-lo pois lhe foi dado a inteligência para que exercitando-a, encontre o caminho do conhecimento, que nos leva à sabedoria e com sabedoria, resolveremos qualquer coisas, enfrentaremos qualquer desafio, nos livraremos de qualquer situação.

Assim DEUS nos dotou, com uma célula divina, com o mesmo poder dele,... só que por vários motivos sociais, políticos e religiosos, nós estamos presos na culpa, no imobilismo, na não ação, e desta maneira, fugimos de nós mesmos, parece que temos medo de saber a nossa verdade. De conhecer quem somos.

Devido este processo, sofremos as conseqüências de nossas não atitudes, de nossas não ações, perdemos inúmeras oportunidades, pelo nosso imobilismo, por não querermos mudar. Aí vemos vários mestres e nos diz que somos perfeitos, que não temos erros, que temos tudo o que precisamos para sermos felizes e superarmos todas as adversidades, e ficamos mudos diante destas afirmações.

Paralisados, sem ação, sem saber o que fazer com nossas queixas, não querendo assumir a responsabilidade por nossas vidas, esperando sempre que um outro qualquer, venha nos salvar ou nos dizer o que temos que fazer ou como devemos fazer........ simplesmente para não termos que tomar atitudes ou assumirmos responsabilidades sobre nossas vidas, nosso livre-arbítrio, e nos desobrigarmos deste enorme peso, que está em nossos ombros, que são nossas queixas, nossas mágoas, nossos apegos, nossos medos.

Será que não chegou a hora de darmos um basta nesta nossa atitude, e nos tornarmos parceiros dos universo, irmos de encontro ao nosso real, e verdadeiramente descobrirmos aquilo que nosso ego tenta encobrir, e como o ego não tem maturidade, ele nos boicota, tentando nos enganar, pois a única oportunidade de crescimento espiritual que tenho é me conhecer, saber quem eu sou, conhecer e dominar meus sentimentos? Quem de nós domina e conhece seus sentimentos?







TRIBUTO AO PSICÓLOGO

"De repente, você encontra alguém, que muda sua vida e passa a fazer
parte dela.
Que te olha nos olhos quando você
fala.
Que
ouve suas tristezas e neuroses com paciência, compreendendo e
respeitando seus sentimentos.
Alguém,
que te diz verdades que você não quer ouvir, mesmo sabendo que você
pode odiá-lo por isso.
E
nesse mundo de céticos, alguém que crê nesta coisa misteriosa,
desacreditada e quase
impossível, que, estabelecer um vínculo é possível, e que a confiança
existe.
Alguém
que faz você acreditar que realmente vale a pena estar no mundo.
Alguém
que o convença que há uma porta destrancada esperando apenas que você
vá abri-la.
Quando
tudo esta triste e parece escuro e vazio, ergue você e faz com que o
mundo de repente pareça-lhe brilhante e cheio de possibilidades.
Alguém
que está com você, em tempos difíceis, em tempos tristes, e de
desequilíbrio.
Se
você se perde no caminho, ele o guia e apóia e te dá forças pra
seguir em frente.
Alguém
que aperta a sua mão e, seja qual for a situação, sempre lhe assegura
que tudo há de fazer bem .
De
repente você encontra alguém, que te mostra que se aprende errando.
Que
crescer, não é só fazer aniversário.
Que trabalhar significa não só
ganhar dinheiro.
Que
amigos a gente conquista, mostrando o que somos.
Que
verdadeiros amigos, sempre ficam com você até o fim.
Que
não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela.
Que
quando se pensa saber de tudo, ainda não aprendeu nada.
Que
amar significa se dar por inteiro.
Que um dia só, pode ser mais
importante que muitos anos.
Que
ouvir uma palavra de carinho, faz bem a saúde e que dar carinho também
faz.
Que
o julgamento alheio não é importante.
Que
se pode conversar com estralas.
Que
se pode confessar com a Lua.
Que se pode viajar além do
infinito.
Que sonhar é preciso.
Que se deve ser criança a
vida toda.
Que realmente o que importa é
o equilíbrio interior.
Que falar o que se pensa é
necessário.
Alguém que te mostra que não
se pode morrer, pra se aprender a viver.
E esse alguém, se resume em
uma palavra;
PSICÓLOGO"
Adaptação livre de diversos textos por Talita Carvalho e Taísa Guerra
- alunas do 4o. ano de
psicologia