Surtando no divã.
terça-feira, 1 de maio de 2012
É salutar se afastar do que devemos evitar.
sábado, 31 de março de 2012
A Depressão
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Você sabe escutar as pessoas?
Você sabe escutar as pessoas?
A pergunta que faço no título deste post parece simples, e até muitos podem saber a resposta, mas tenho certeza que, se sabem, acabam não praticando como deveriam.
Para dar continuidade ao texto, preciso fazer outra pergunta: Você sabe a diferença entre ouvir e escutar? Hum… vamos lá.
Basicamente, ouvir é a função que nossos ouvidos desempenham – traduzir os estímulos sonoros que chegam neles e enviá-los ao cérebro, através de impulsos elétricos. Já escutar é um pouco (na verdade é muito) diferente: escutar é compreender o que é falado, é prestar atenção quando alguém fala (e mostrar que está prestando atenção também faz parte).
Vamos tentar exemplificar: quando alguém fala com você, mas por um acaso você está com o pensamento “longe”, olhando para o horizonte, você está apenas ouvindo – pois seus ouvidos estão captando o som, e você percebe que há algo fazendo um “barulho”. Agora, quando você realmente presta atenção na pessoa, entendendo a informação transmitida, você está escutando. Simples assim…
Outro exemplo é quando você está dentro do carro, conversando com alguém, mas com o som do carro ligado – ao conversar com a pessoa, você está escutando; agora, a música que toca no som do carro, você está apenas ouvindo. Muitos e muitos exemplos podem ser dados, mas acho que com esses dois já consegui transmitir a mensagem.
Não sei se era assim em décadas passadas, mas atualmente é muito difícil encontrar alguém que saiba escutar pessoas plenamente, isso pode ser visto em um simples bate-papo. Faça a experiência: junte-se com dois ou mais amigos, e comece a conversar sobre um assunto polêmico. Não vai demorar muito e alguém vai interromper outra pessoa.Mas, você acabou de falar que, quando alguém presta atenção em você, essa pessoa está te escutando? E agora?
Hum… deixe-me ver…
Como disse antes, a pessoa está te escutando quando está prestando atenção em você. Mas como ela pode estar prestando atenção, se na verdade ela está tentando elaborar uma resposta (está no gerúndio pois a pessoa pode não conseguir elaborar a resposta) para tal discussão? Se a pessoa está plenamente te escutando, ela vai esperar você terminar de falar para então dar a opinião dela. Ela pode até te ouvir e repetir o que você disse, mas como a opinião dela difere da sua, ela fica na verdade imaginando o que vai falar. E isso não é escutar…
Faça outro teste: em uma reunião, perceba se alguém consegue falar sem ser interrompido. Dificilmente alguém consegue começar e terminar de expor suas idéias. Realmente assim é muito difícil, pois você não consegue voltar a ter a palavra senão interromper outras pessoas (vide figura). Qual é o recurso que utilizo: faço igual ao que aprendi no primeiro grau, levanto a mão solicitando a vez para falar, e quando alguém me interrompe novamente, volto a ficar calado e levanto a mão. Acho mais correto assim do que ficar numa corrida de quem fala mais alto, ou quem tem mais razão.
Mas por que as pessoas fazem isso? A resposta eu não sei, ainda eu a estou buscando. Mas imagino que deva ser por uma parcela de ansiedade que todos temos, principalmente quando precisamos defender nosso ponto de vista.
Quer fazer um bom exercício: em uma conversa (seja em uma conversa informal, seja em uma reunião de negócios), procure prestar bastante atenção, e tente se policiar de modo a não interromper ninguém. Em um diálogo sempre todas as partes conseguem falar, por que não no momento certo?
E agora, volto a perguntar: Você sabe escutar as pessoas?
Imagino que agora saiba responder sem nenhuma dúvida.
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Copiado do blogsimplesassim.com
terça-feira, 1 de novembro de 2011
O corpo fala
Quando a boca cala, o corpo fala ...
Daniel Adjuto
Cruzar os braços, dobrar perna, mão na boca... Muito além de palavras, a comunicação inclui também os gestos, as poses e a entonação da voz. Esses elementos são responsáveis por garantir descontração, seriedade, autoridade e outras características às conversas. O corpo é responsável por emitir aquilo que há no inconsciente da pessoa e, muitas das vezes, acaba revelando curiosidades a respeito do que a pessoa é, de como ela se sente ou se está mentindo ou não.
A linguagem corporal é a expressão do corpo quanto a pensamentos, falas e atitudes. O movimento dos braços, das pernas e das mãos, por exemplo, são resultados do estímulo do inconsciente ao gestual. Dessa forma, o cérebro determina certos movimentos, os quais ocorrem de modo involuntário. Você já reparou que quando você está nervoso(a), você fica inquieto(a)? Esse é uma reação do seu corpo ao que você sente.
Segundo estudos sobre a comunicação, a expressão corporal é responsável por 55% da conversa. A entonação da voz representa 38% e os outros 7% advém da fala. Por isso, preste atenção em si mesmo e nos outros na hora da conversa. Veja como realmente o corpo fala.
Você é o seu corpo
O formato do seu corpo dá sinais de como é a sua personalidade, você sabia? "A linguagem corporal é uma técnica que analisa de que forma nossa mente projeta na silhueta características de como encaramos o mundo a nossa volta", explica a especialista Cristina Cairo, do Instituto Linguagem do Corpo, em São Paulo.
O tamanho dos seios, o formato do bumbum, os dentes e até mesmo a panturrilha indicam o modo do comportamento dessa pessoa diante de situações cotidianas. E mais, os problemas estéticos, como celulites, estrias e acne refletem como a pessoa lida com o mundo e com o seu corpo. Veja mais exemplos da linguagem do corpo.
BUMBUM ACHATADO
Possuem uma personalidade forte, mas na realidade são inseguras emocionalmente e vivem sob o comando alheio, se anulando constantemente. São carentes, têm medo da solidão e temem tomar suas próprias decisões. Costumam abrir mão de suas vontades para agradar aos outros na tentativa de mantê-los por perto.
BUMBUM GRANDE
Em geral, são pessoas autoritárias e defendem os seus prazeres em primeiro lugar. Impõem suas vontades e não ligam para o que os outros vão dizer. Individualistas e um tanto quanto narcisistas, acreditam que o mundo tem que girar ao seu redor.
SEIOS GRANDES
Mãezona, essa é a principal característica das donas de seios avantajados. Esse tipo de mulher gosta de proteger e acolher os que a cercam, atende às necessidades dos que a solicitam, mas se magoam facilmente.
SEIOS PEQUENOS
Independência e liberdade são as palavras-chave desse time composto por aquelas que não aceitam ficar presas a absolutamente nada. Sempre se colocam em primeiro lugar e são tidas como autoritárias e egoístas.
PANTURRILHA
A batata da perna grossa revela uma pessoa batalhadora e esforçada, que faz tudo o que for preciso para atingir seus ideais. Já quem tem a região mais fina costuma hesitar na busca de seus sonhos por medo de errar. Precisa sempre de um estímulo para seguir em frente.
Copiado
daqui
Para cima lado E = RECORDANDO
Para cima lado D=CONSTRUINDO
olhar para baixo
Lado direito : deprimido
Lado esquerdo = diálogo interno
Temas no arquivo.
- "Como eu fujo de mim."
- A Ciência do Perdão-Reconciliação
- A criança reprimida.
- A Depressão
- A doença como caminho.
- a doença de ser normal.
- A força do Pensamento positivo.
- A frasqueira de pandorra.
- A mente do psicopata-Mentes Perigosas: o psicopata mora ao lado.
- A Mente mente
- Adorável psicose.
- Agressividade e Violência
- Amar com individualidade.
- AMOR PRÓPRIO E AUTO-ESTIMA.
- Ansiedade
- Anti-depressivo natural ou prozac das plantas
- Apego.
- Aprenda a mudar.
- Aprender pelo amor ou pela dor?
- Aquilo que a gente mais teme
- As máscaras que usamos.
- atrai.
- Auto-estima.
- Café filosófico - Nietzsche-videos
- Cleptomania.
- Co-dependência.
- Controle suas emoções Augusto Cury
- Coragem de mudar
- Cotidiano dos moradores do Edifício Master-videos
- Deficit de Atenção em Adultos.
- Dependência e Co-dependência
- Dependência química
- Depressão
- Depressão tem cura.
- Depressão você pode tirar proveito dela
- Diferença entre depressão e tristeza
- Em busca de si mesmo.
- Eneagrama de Personalidade.
- Ficar só para se encontrar.
- Filme vocês os dois-Personagem no papel de médico psiquiatra:
- Filosofando.
- Filosofia para todos-videos
- Fontes geradoras de sofrimentos.
- Gaia no Divã.
- Gays no divã.
- Incompatibilidade de casais.
- Individuação no processo de ambivalência na relação mãe e filha .
- Morte e velhice
- Mude
- Necessidade de aprovação.
- Neurose
- Normose
- Nossa sombra.
- O corpo fala
- O Direito à infelicidade.
- O inferno ? são os outros ...
- O processo terapêutico
- O que é um bipolar?
- O que é auto-estima?
- O que é viver?
- O Século do Ego
- O vazio interior.
- Oniomania ou compulsão para gastar .
- Pensamentos obsessivos acabam com a nossa energia.
- Platão e Aristóteles-videos
- Processo da Transformação Interior.
- Processo de Aperfeiçoamento - Transcendendo a Consciência / Mente.
- Psicoterapia da Autenticidade e Meditação
- Rejeição.
- Sentimentos de culpas.
- Somos nosso maior inimigo.
- TDAH ou Disturbio de déficit de atenção-cuidado no diagnóstico errado.
- Terapia -Porque fazer?
- Terapia é basicamente uma função do amor
- TESTE JAPONÊS.DE PSICOLOGIA
- Todos vivemos em uma cela especial.
- Transtorno de personalidade.
- Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) -texto
- Transtornos Mentais.
- vampiros de energia.
- Videos - Café filosófico sobre o medo e o temor.
- Viver a própria vida.
- Viver com medo.
- Você sabe dizer não?
- Você sabe escutar as pessoas?
- É salutar se afastar do que devemos evitar.
CRÔNICA DA LOUCURA
(Luis Fernando Veríssimo)
O melhor da Terapia é ficar observando os meus colegas loucos. Existem dois tipos de loucos. O louco propriamente dito e o que cuida do louco:o analista, o terapeuta, o psicólogo e o psiquiatra. Sim, somente um louco pode se dispor a ouvir a loucura de seis ou sete outros loucos todos os dias, meses, anos. Se não era louco, ficou. Durante quarenta anos, passei longe deles. Pronto, acabei diante de um louco, contando as minhas loucuras acumuladas. Confesso, como louco confesso, que estou adorando estar louco semanal. O melhor da terapia é chegar antes, alguns minutos e ficar observando os meus colegas loucos na sala de espera. Onde faço a minha terapia é uma casa grande com oito loucos analistas. Portanto, a sala de espera sempre tem três ou quatro ali, ansiosos, pensando na loucura que vão dizer dali a pouco. Ninguém olha para ninguém. O silencio é uma loucura. E eu, como escritor, adoro observar pessoas, imaginar os nomes, a profissão, quantos filhos têm,se são rotarianos ou leoninos, vascainos ou flamenguistas... Acho que todo escritor gosta desse brinquedo, no mínimo, criativo. E a sala de espera de um 'consultório médico', como diz a atendente absolutamente normal (apenas uma pessoa normal lê tanto Paulo Coelho como ela), é um prato cheio para um louco escritor como eu. Senão, vejamos: Na última quarta-feira, estávamos 1. Eu, 2. Um crioulinho muito bem vestido, 3. Um senhor de uns cinqüenta anos e 4. Uma velha gorda. Comecei, é claro, imediatamente a imaginar qual seria o problema de cada um deles. Não foi difícil, porque eu já partia do principio que todos eram loucos, como eu. Senão, não estariam ali, tão cabisbaixos e ensimesmados. 2) O pretinho, por exemplo. Claro que a cor, num país racista como o nosso,deve ter contribuído muito para leva-lo até aquela poltrona de vime. Deve gostar de uma branca, e os pais dela não aprovam o namoro e não conseguiu entrar como sócio do 'Harmonia do Samba'? Notei que o tênis estava um pouco velho. Problema de ascensão social, com certeza. O olhar dele era triste,cansado. Comecei a ficar com pena dele. Depois notei que ele trazia uma mala. Podia ser o corpo da namorada esquartejada lá dentro. Talvez apenas a cabeça. Devia ser um assassino, ou suicida, no mínimo. Podia ter também uma arma lá dentro. Podia ser perigoso. Afastei-me um pouco dele no sofá. Ele dava olhadas furtivas para dentro da mala assassina. 3)E o senhor de terno preto, gravata, meias e sapatos também pretos? Como ele estava sofrendo, coitado. Ele disfarçava, mas notei que tinha um pequeno tique no olho esquerdo.. Corno, na certa. E manso. Corno manso sempre tem tiques. Já notaram? Observo as mãos. Roía as unhas. Insegurança total, medo de viver. Filho drogado? Bem provável Como era infeliz esse meu personagem.Uma hora tirou o lenço e eu já estava esperando as lágrimas quando ele assoou o nariz violentamente, interrompendo o Paulo Coelho da outra. Faltava um botão na camisa. Claro, abandonado pela esposa. Devia morar num flat, pagar caro, devia ter dívidas astronômicas. Homossexual? Acho que não. Ninguém beijaria um homem com um bigode daqueles. Tingido. 4) Mas a melhor, a mais doida, era a louca gorda e baixinha. Que bunda imensa. Como sofria, meu Deus. Bastava olhar no rosto dela. Não devia fazer amor há mais de trinta anos. Será que se masturbaria? Será que era esse o problema dela? Uma velha masturbadora? Não! Tirou um terço da bolsa e começou a rezar. Meu Deus, o caso é mais grave do que eu pensava. Estava no quinto cigarro em dez minutos. Tensa. Coitada. O que deve ser dos filhos dela? Acho que os filhos não comem a macarronada dela há dezenas e dezenas de domingos. Tinha cara também de quem mentia para o analista. Minha mãe rezaria uma Salve-Rainha por ela, se a conhecesse. Acabou o meu tempo.. Tenho que ir conversar com o meu psicanalista. Conto para ele a minha 'viagem' na sala de espera. Ele ri. Ri muito, o meu psicanalista, e diz: - O Ditinho é o nosso office-boy. - O de terno preto é representante de um laboratório multinacional de remédios lá no Ipiranga e passa aqui uma vez por mês com as novidades. - E a gordinha é a Dona Dirce, a minha mãe. E você, não vai ter alta tão cedo...
A primeira razão é: existe um medo de que se você mergulhar em si mesmo, poderá não encontrar alguém lá... E de certa maneira este medo está certo. Você não vai mesmo encontrar alguém lá. Esta apreensão está certa.
... Alguma coisa vai ser encontrada lá, mas é algo que não se define, é algo que não se expressa em palavras. E este algo não é sua posse; este algo é tanto seu quanto é de todo mundo. Você encontrará algo, mas será o centro universal. Você não encontrará qualquer indivíduo lá, nenhum ego será encontrado. Por isto, o medo. Você irá desaparecer.
No autoconhecimento você irá desaparecer completamente. Por isto as pessoas conversam a respeito dele, perguntam a respeito dele, lêem livros a respeito, mas nunca entram. Um medo inconsciente impede seu caminho.
... Quem sabe no que você vai tropeçar quando mergulhar em si? Pesadelos, monstros... Quem sabe o que está lá dentro? Por que abrir a caixa de Pandora? Mantenha-a firmemente fechada e sente-se em cima. Isto é o que todo mundo está fazendo. E, sob certo sentido, o medo está certo - mas somente sob certo sentido.
No começo você encontrará baratas, rinocerontes, répteis e todo tipo de coisas horríveis - porque estas são as coisas que você esteve reprimindo em si mesmo, estas são as coisas que você não permitiu. Você reprimiu a raiva, o ciúme, a possessividade, o ódio. Você reprimiu a violência e o assassinato. Todas estas coisas estão ali. Esta é a barata que está dentro de você. A violência tornou-se uma perna, a possessividade tornou-se outra e o ciúme uma outra mais...
Quando mergulhar dentro de si, você terá que encarar tudo isto. Naturalmente, esta não é a história toda. Se você puder encarar a barata, se você puder ir cada vez mais fundo, sem qualquer medo, e observar tudo o que estiver acontecendo, e lembrando-se que ‘eu sou apenas um observador, uma testemunha a tudo isto. Eu não posso ser a barata porque eu posso ver’... o que você consegue ver não é você.
Guarde isto como uma chave, uma lembrança constante: tudo o que você vê, não é você. Você vê a raiva? Então você não é ela. Você vê a fome? Então você não é ela. Você vê a sexualidade? Então você não é ela. Você é aquele que testemunha tudo isto. Lembre-se da testemunha e, pouco a pouco, todas as baratas desaparecerão, assim como todos os rinocerontes e tudo o mais que é feio.
O testemunhar é um fenômeno tamanho que dissolve tudo que é feio. Pouco a pouco, somente a testemunha permanece. Mas esta testemunha não será você; ela é Deus. Esta testemunha não pode ser confinada em um Eu - ela é puro ser.
Há poucos dias eu lhes disse que existem duas inscrições gravadas no templo de Apolo em Delfos: ‘Conheça-te a ti mesmo’ e ‘Nada em excesso’. Há uma relação entre estas citações. O homem era aconselhado a conhecer a si mesmo, e no seu conhecer ele deveria evitar extremos. Quais são os extremos?
Dois são os extremos: o inferno e o céu, as baratas feias e as lindas borboletas. Você tem que permanecer uma testemunha de ambas. Você não é nem a barata nem a borboleta com cores psicodélicas. Nem isto nem aquilo - neti neti. Você é apenas o observador, o espelho que reflete a barata e que reflete a borboleta.
De acordo com os sacerdotes de Delfos, um extremo era a tentativa de ir além de sua finitude, agir como se fosse infinito. Isto acontece. Se você for para dentro, ou começa a sentir que é alguma coisa como uma criatura do inferno, ou começa a sentir que você é um anjo, uma criatura celestial. Mas em ambos os casos você novamente criou um ego. Evite os extremos, porque o ego consegue existir apenas com os extremos. Ele morre no meio. O meio dourado é a sepultura do ego.
... de vez em quando é bom descansar por uns dias num retiro nas montanhas, só para um descanso, mas você tem que voltar para o mundo. Sim, é bom meditar por algumas horas, mas depois você tem que voltar para o mundo. ...Não comece a pensar que você está separado, porque o autoconhecimento não pode ser alcançado na separação. Ele é alcançado na união.
E a união mais íntima possível é com outra pessoa. Como você pode estar em comunhão com as árvores se você não consegue estar em comunhão com pessoas? Como você pode estar em comunhão com as pedras se você não consegue estar em comunhão nem mesmo com seu amado ou sua amada? Isto é absurdo! Toda esta idéia é absurda.
... Eu tenho visto pessoas vivendo anos e anos nas montanhas.....elas podem viver num silêncio, mas o silêncio será das montanhas, não é uma realização delas. A não ser que você consiga viver o silêncio na praça do mercado, ele não será uma realização sua.
Ao retornar do Himalaia você, de repente, ficará chocado, pois continuará sendo a mesma pessoa que era antes de ter ido para lá, talvez você esteja até pior. Você não será capaz de tolerar o barulho, o tumulto do mundo. Que tipo de realização é esta? Em lugar de se tornar mais capaz, mais integrado, você terá se desintegrado, terá se enfraquecido. Você não ganhou força.
... Autoconhecimento é um conceito muito estranho, e você precisa compreendê-lo, porque este é todo o trabalho de um Sufi: como conhecer a si mesmo...
Autoconhecimento é um tipo de conhecer, mas não de conhecimento. É um tipo de consciência, luminosidade, mas não conhecimento.
... Hassan costumava orar todos os dias diante do mosteiro, sentando-se na rua. E ele chorava em prantos, olhava para o céu e dizia: ‘Deus, abra a porta! Eu tenho esperado há tanto tempo. Não foi o suficiente? Terei eu que passar por mais testes? Você ainda não me testou o suficiente? Abra a porta! Eu estou chorando. Eu estou em prantos. Eu estou gritando - abra a porta!’
Esta era a sua constante prece, toda manhã e toda tarde. Onde quer que estivesse, ele ia ao mosteiro, sentava-se na rua e orava. Rabia estava passando um dia. Ela bateu na cabeça do Hassan e disse, “Que tolice você está falando? A porta está aberta! Mas você está tão absorvido em seus gritos ‘Abra a porta! Escute-me, Senhor. Por que você não abre a porta’? Você está tão ocupado com essas tolices, que você não consegue ver que a porta está aberta. Ela sempre esteve aberta”.
Eu concordo com Rabia... Tudo está disponível. Você não precisa lutar. Você nem mesmo precisa se entregar. Porque a entrega é a polaridade oposta à luta. Você tem apenas que estar no meio. Tem que estar no estado de não-fazer, nem lutar e nem se entregar. E de repente você será capaz de ver que a porta está aberta. Você nunca foi a nenhum outro lugar. Você sempre esteve aqui. Onde mais você poderia ir? Estar dentro é a sua natureza. E então tudo é revelado como um relâmpago. De repente a escuridão desaparece e tudo é luz...








